Sábado, 21 de Janeiro de 2012

Deserto



Num silêncio de papel, vegetal, dispersos nos sinais de partida, há uma cortina de riscas azuis e brancas e um postal no chão.
O nome de um museu francês, um cobertor, um prado devassado, um lençol sem navios, a cadeira de baloiço, o teu retrato emoldurado.
Os gestos que a História não contará.
Há um deserto com inúmeras violetas, lenços vermelhos e alguns conselhos sobre a chuva.
E searas de poemas.
Searas inteiras de vinho maduro.


Imagem de Sergio Ferro

Em fundo, Não canto porque sonho